Sobre o filme
Brick, um ex famoso jogador de futebol, agora alcoólico, rejeita a bela mulher Maggie, culpando-a de ter abandonado a sua carreira profissional. De igual modo, Brick rejeita também o seu pai, Harvey, que está morrendo com um câncer, porque nunca mantiveram uma relação aberta e são demasiados orgulhosos para se tornaram próximos agora. No aniversário de Harvey, a família encontra-se reunida, incluindo o seu outro filho, um ambicioso advogado, acompanhado pela mulher, uma pessoa demasiado intrometida. Será nesta noite inesquecível, que todas as verdades serão ditas...
- Direção
- Richard Brooks
- Roteiro
- Richard Brooks, James Poe
- País
- United States of America
- Idioma
- English
- Duração
- 1h 48min
Elenco

Elizabeth Taylor
Maggie Pollitt

Paul Newman
Brick Pollitt

Burl Ives
Harvey 'Big Daddy' Pollitt

Judith Anderson
Ida 'Big Mama' Pollitt
No diário
- Status
- ReassistidoRegistrado com duas ou mais datas de exibição.
- Sua nota
- Favorito
- Não favorito
Histórico de sessões
2 sessões
- Primeira sessão9 de agosto de 2026
- Reassistido25 de agosto de 2026
Resenha
English VersionComo alguém que está se afogando pode salvar outro que também está?
Admito que provavelmente esse é o filme mais antigo que já assisti — tirando os de Charlie Chaplin. Imagine quão surpresa eu fiquei quando o filme acabou e minha primeira reação foi: “Nossa, eu preciso assistir isso de novo!”. Gata em Teto de Zinco Quente é extremamente dramático, mas tem alguns respiros de comédia, e a forma como certas falas são entregues é incrivelmente engraçada. A história gira em torno de Brick e Maggie, um casal passando por uma crise séria no casamento, e o que exatamente levou os dois até esse ponto é algo que vamos descobrindo ao longo do filme.
A maior parte dos problemas parece vir de Brick, um ex-jogador de futebol americano com problemas com bebida. Logo na primeira cena, fica claro o quanto ele sente falta dos seus tempos de glória — principalmente da multidão torcendo por ele. Bêbado, ele vai até um campo de futebol à noite e decide tentar saltar algumas barreiras. Obviamente, não é exatamente uma atividade recomendada para alguém alcoolizado — muito menos depois de aposentado — e ele acaba caindo e machucando o tornozelo. E, só para termos uma noção do quanto ele e sua família são conhecidos, o acidente é relevante o suficiente para aparecer no jornal local.
Brick está claramente passando por uma fase muito ruim, e parece descontar em Maggie a dor que sente. Ela só demonstra amor por ele, enquanto ele responde com frieza ou agressividade. Quando encontra Brick no quarto, ela tenta agir como uma esposa normal, enquanto ele se comporta como se a odiasse. A primeira aparição de Maggie também já apresenta um pouco do humor do roteiro: ela briga com uma garotinha e chama os filhos de Mae de “monstrinhos sem pescoço”.
Uma das cenas que mais ficou na minha cabeça é aquela em que Brick aponta a muleta para Maggie quase como se estivesse apontando uma arma. Não chega a ser assustador, mas é definitivamente perturbador, principalmente porque Maggie parece interpretar aquele momento como uma demonstração de desejo. Sinceramente, eu não sabia dizer se ele queria ficar com ela ou matar ela. De qualquer forma, as cenas seguintes deixam muito claro o quanto Maggie está sedenta pelo amor dele — tanto emocional quanto fisicamente. E a rejeição constante de Brick deixa impossível ignorar o quanto ele está com raiva dela.


Enquanto Maggie busca desesperadamente a atenção e o carinho de Brick, ele parece completamente perdido. Fica claro que ele não está incomodado apenas com o casamento, mas com a família inteira. Mais tarde, descobrimos que o maior problema de Brick é, na verdade, com ele mesmo. Outro momento muito engraçado de Elizabeth Taylor é quando Maggie reclama do fato de Brick estar sempre bêbado e desagradável, mas, ao contrário de outros alcoólatras, continuar absurdamente bonito.
Paralelamente a essa história, temos outro conflito envolvendo a família toda: a morte iminente do pai de Brick, conhecido como Big Daddy. No começo, todos acreditam que ele está morrendo. Depois, o médico diz que ele vai viver, apenas para admitir mais tarde que Big Daddy está, de fato, morrendo e que mentiu por causa de sua “ética profissional”. Isso depois de Big Daddy ter ficado completamente empolgado com a notícia de que estava saudável e começado imediatamente a fazer planos para o futuro.
Se uma família consegue mentir para alguém sobre a própria morte e quase todo mundo acha que essa é a coisa certa a fazer, fica difícil não se perguntar o quanto as mentiras estão presentes no dia a dia dessas pessoas. Conforme o filme avança, parece que todo mundo está vivendo algum tipo de mentira, e isso incomoda profundamente Brick, que insiste em dar um nome para esse comportamento: mendacity — mendacidade. A mentira sobre o diagnóstico de Big Daddy também faz com que a mendacidade deixe de parecer um defeito de uma pessoa específica. A família inteira participa dela, como se a desonestidade fosse praticamente a linguagem que eles usam para continuar funcionando juntos.
A história acontece na casa de Big Daddy e Big Mama, durante a festa de aniversário dele, cercada de pessoas tentando garantir uma parte da herança enquanto escondem do aniversariante que ele está morrendo. Gooper, irmão de Brick, e sua esposa Mae parecem especialmente interessados em convencer Big Daddy de que tudo deveria ficar para eles — antes mesmo que ele descubra que talvez precise tomar essa decisão muito mais cedo do que imaginava.
Também achei estranhamente satisfatório quando o filme faz referência direta ao próprio título, e a forma como a fala é entregue foi perfeita para mim. Maggie diz que se sente como uma gata em um teto de zinco quente e que vai continuar ali pelo máximo de tempo que conseguir. Não importa o quanto aquilo machuque: ela está disposta a continuar lutando pelo amor do marido. E ela resume muito bem a situação dos dois quando diz:
Eu não estou vivendo com você. Nós só ocupamos a mesma jaula, só isso.
Brick está preso em um relacionamento com alguém que, naquele momento, parece desprezar, enquanto Maggie está presa em um relacionamento sem amor. Ela está tão afetada pela indiferença dele que, quando Brick grita com ela, sua primeira reação é pensar que aquilo é um bom sinal — ou pelo menos melhor do que o silêncio e a frieza aos quais já se acostumou. Como ela mesma diz, não se importa de fazer papel de boba por ele.
Durante as conversas dos dois, a impressão que fica é que Brick realmente a detesta. Mas então temos uma cena em que ele vai para o banheiro para fugir dela e acaba desmoronando enquanto segura uma de suas roupas.

É muito claro que essa família tem sérios problemas para demonstrar amor. Até Big Mama, que é completamente devotada ao marido e filhos, em um momento de desespero chama por Brick na frente de Gooper, gritando: “Onde está meu único filho?” — o que é especialmente cruel considerando que Gooper passou a vida inteira tentando ser exatamente o filho que os pais queriam.
Não sei se foi proposital, mas eu conseguia sentir na pele o incômodo que as crianças e Mae causavam em Big Daddy. Eu literalmente precisei abaixar o volume para aguentar algumas daquelas cenas. A festa de aniversário era uma tortura para ele; tudo o que ele queria era um pouco de paz e silêncio. Ele mal suportava a própria família, nem mesmo a esposa. Big Daddy também era péssimo em reconhecer ou aceitar o amor das outras pessoas, quase como se fosse incapaz de acreditar que alguém pudesse realmente amá-lo. Mas Big Mama amava, como ela mesma diz:
Durante todos esses anos, você nunca acreditou que eu te amava. Mas eu amava. E amava tanto. Eu amava até o seu ódio e a sua dureza.
Para mim, Maggie e Big Mama são as duas personagens que mais amam — ou pelo menos as que mais demonstram esse amor. Maggie ama Brick mesmo quando ele literalmente limpa o beijo dela da própria boca. Mesmo quando a afasta. Mesmo quando está tão focado em si mesmo que nem consegue parar para ouvir o que ela tem a dizer sobre a noite que afastou os dois.
Também existe algo muito triste na semelhança entre Maggie e Big Mama. As duas continuam amando homens que as rejeitam repetidamente. Big Mama quase parece uma possível versão futura de Maggie caso ela continue naquele “teto quente” por décadas sem que nada realmente mude.
Aquela noite é um dos grandes clímax do filme. Brick acredita que sabe o que aconteceu na noite em que seu amigo morreu. Ele imagina Skipper na cama com Maggie e fica genuinamente surpreso quando ela conta que aquilo nunca aconteceu. Pessoalmente, acho que, lá no fundo, ele já sabia — ou pelo menos não queria ouvir nada que complicasse a versão da história na qual passou tanto tempo acreditando. Ele não queria saber que seu melhor amigo beijou Maggie, que ela o rejeitou e que depois Skipper mentiu dizendo que realmente tinha dormido com ela.
A relação entre Brick e Skipper é muito mais profunda do que uma simples briga por uma mulher. Mesmo se considerarmos apenas a situação envolvendo Maggie, aquilo não era exatamente sobre desejo sexual. Skipper queria tirar Maggie da vida de Brick para que os dois pudessem voltar à liberdade da vida que tinham antes.
O filme não entra diretamente nessa questão, mas a peça original de Tennessee Williams dá à relação entre Brick e Skipper conotações românticas e sexuais muito mais fortes, acrescentando ainda mais camadas ao ódio que Brick sente por si mesmo. Essa parte foi bastante suavizada na adaptação para o cinema. Ainda assim, mesmo sem essa dimensão tão explícita, Brick continua carregando uma enorme aversão por si próprio.
Isso fica muito claro quando descobrimos o que aconteceu na noite em que Skipper se matou. Depois de passar a noite bebendo e tentar beijar Maggie, Skipper liga para Brick e diz que tinha dormido com ela. Brick desliga. Skipper liga de novo. E de novo. E de novo. Brick nunca atende.
Então Skipper se suicida.
Quando Brick bebe, é desse som que ele está tentando fugir: o telefone tocando. Ele passou todo esse tempo direcionando a dor para Maggie e culpando-a pela morte do amigo quando, na verdade, a pessoa que ele mais parece odiar é ele mesmo.
Quando seu pai pergunta por que ele bebe tanto, Brick explica:
Existe um clique na minha cabeça que me deixa em paz. É como um interruptor desligando dentro de mim. Ele apaga a luz quente e acende uma fria e, de repente, tudo fica em paz. Eu fico esperando esse clique, e ele não acontece a não ser que eu esteja completamente sozinho, sem falar com ninguém, quando tudo está em silêncio absoluto.
O silêncio que ele procura é o telefone finalmente parando de tocar. É a culpa pela morte do amigo finalmente ficando quieta.
Isso transformou o “clique” em uma das partes mais interessantes do alcoolismo de Brick para mim. Ele não bebe simplesmente porque está triste. Ele bebe até não precisar mais lidar consigo mesmo. O álcool deixa de ser uma fonte de prazer e passa a funcionar como um anestésico.
Brick admirava Skipper — e Skipper o decepcionou. Mas Brick não desprezava Maggie de verdade. Acho que ele sentia repulsa por Skipper e, ainda mais, por si mesmo. Skipper dependia muito de Brick: quando precisou jogar uma partida profissional importante sem ele, tropeçou, errou e desmoronou completamente.
No ataque, ele foi inútil. Na defesa, foi um covarde.
O estranho é que Skipper também desmorona emocionalmente depois da partida, apavorado com o que Brick poderia dizer ou pensar. Isso me lembrou muito a relação de Brick com Big Daddy. Skipper parecia olhar para Brick com o mesmo medo e a mesma necessidade de aprovação que Brick sentia em relação ao próprio pai.
Mas Brick não estava bravo com Skipper depois do jogo. Brick também estava desmoronando, vendo a própria carreira no futebol chegar ao fim. O que ele poderia fazer?
Como alguém que está se afogando pode salvar outro que também está?
Para não admitir que também estava se afogando, Brick desligou o telefone e se recusou a atender quando Skipper ligou novamente. E é aqui que esse paralelo fica particularmente triste: Brick passa boa parte do filme ressentido com Big Daddy por ele não ter sido o pai em quem poderia se apoiar, mas, quando Skipper precisou desesperadamente de Brick, Brick também se tornou emocionalmente indisponível. Sem perceber, acabou repetindo justamente uma das coisas que mais odiava no próprio pai.
A mendacidade que Brick tanto menciona muda de significado nesse momento. Antes, ele usava a palavra para acusar todo mundo ao seu redor, mas agora ela passa a se aplicar diretamente a ele. Brick diz que bebe porque sente repulsa pela mendacidade, mas ele realmente é tão diferente assim dos outros membros daquela família?
Ele manteve a esposa presa em uma jaula emocional porque teve medo demais de encarar os fatos e as próprias atitudes. Foi ele quem ignorou as ligações do amigo. Foi ele quem bebeu todos os dias e todas as noites para fugir da própria mente. Ele dependia do álcool para se esconder da verdade — justamente aquilo que dizia valorizar acima de qualquer coisa.
Brick odeia a mendacidade nos outros, mas toda a forma que encontrou para lidar com a vida depende de fugir da realidade. Talvez seja porque a vida não seja tão preto no branco assim. Como Maggie diz, a verdade é tão suja quanto as mentiras. Brick diz querer a verdade, mas se recusa a encará-la. Ele se recusa a ouvir, a conversar, a sentir e, acima de tudo, a reconhecer a própria responsabilidade. A mendacidade de Brick, então, nem sempre está em contar uma mentira propriamente dita. Às vezes, ela está simplesmente na recusa: em não ouvir Maggie, em não atender Skipper, em não encarar a própria culpa e, por fim, em beber até não precisar sentir mais nada.
Depois que toda a confusão envolvendo Skipper finalmente fica mais clara, chegamos a outro clímax — se é que dá para chamar assim, considerando a quantidade de clímax emocionais que esse filme tem. Dessa vez, é a conversa tensa entre Brick e seu pai. Fica claro que nenhum dos dois filhos realmente se sentiu amado por Big Daddy. Gooper fez tudo o que o pai pediu: virou advogado, se casou, teve filhos e, mesmo assim, nunca pareceu ser suficiente. Em algum momento, ele desistiu de implorar pelo amor do pai e começou a lutar pelo dinheiro e pelo império dele. Com Brick foi diferente. Ele ainda quer o amor do pai. Ele mal consegue ficar perto de Big Daddy quando o vê sentindo dor. Na verdade, um dos poucos momentos em que Brick demonstra carinho genuíno por outra pessoa é justamente quando cuida do pai enquanto ele está sofrendo. E tudo volta, mais uma vez, para a relação de Brick com Skipper. Brick se apoiava tanto em Skipper porque sentia que não podia se apoiar no próprio pai.
Tudo o que eu queria era um pai, não um chefe. Eu queria que você me amasse.
Big Daddy teve o amor do próprio pai, mesmo que aquele homem tivesse pouquíssimo para lhe oferecer em termos materiais. De alguma forma, ele não conseguiu passar para os próprios filhos essa mesma certeza de serem amados. Isso deixa o contraste entre dinheiro e amor ainda mais interessante. Big Daddy construiu um império enorme e parece acreditar que proporcionar riqueza para a família é uma prova de amor, enquanto Brick deixa claro que nada disso substitui o carinho que ele realmente queria. Gooper e Brick acabam sendo duas respostas completamente diferentes para a mesma ferida: Gooper não conseguiu o amor do pai, então passou a lutar pelo dinheiro dele; Brick não conseguiu o amor do pai, então rejeita o dinheiro e continua querendo justamente o amor.
Minha parte favorita do filme é quando Maggie anuncia que está grávida — uma mentira descarada — e Brick decide sustentar a mentira dela. A partir dali, a intenção dos dois é basicamente transformar aquela mentira em verdade, e eu acho isso muito bonito. É engraçado como um filme tão obcecado pela hipocrisia e pelos perigos das mentiras consegue terminar com uma mentira que eu apoio. Brick ficar do lado de Maggie mostra que parte do amor que sentia por ela está finalmente voltando, e os dois pretendem transformar aquela mentira em realidade. Mais uma vez, nada é tão preto no branco. Nem toda mentira é necessariamente ruim, e uma verdade não se torna automaticamente boa só porque é verdadeira. A mentira do médico impede Big Daddy de encarar a própria morte. As mentiras que Brick conta para si mesmo permitem que ele fuja da culpa. A mentira de Maggie é diferente: em vez de usá-la para fugir do futuro, ela usa a mentira para tentar criar um. Talvez seja por isso que eu consiga perdoar a mendacidade de Maggie quando não consegui perdoar a de Brick.
Também parece ser a última forma de Maggie se recusar a pular daquele teto de zinco quente. Ela ficou ali durante o máximo de tempo que conseguiu e talvez, finalmente, esteja começando a ficar seguro o suficiente para descer. E talvez essa seja justamente a vitória dela. A “gata” não vence porque o teto deixa de estar quente. Ela vence porque consegue permanecer ali tempo suficiente para que alguma coisa mude.
O filme não depende de cenas complexas ou cenários elaborados, mas tem diálogos incríveis trazidos à vida por atores excelentes. Elizabeth Taylor, Paul Newman e Burl Ives interpretam seus personagens com tanta intensidade que conseguimos enxergar os conflitos internos de cada um deles. A dor no rosto e no olhar muitas vezes diz tanto quanto as próprias falas.

A combinação dos personagens, dos diálogos e dos poucos cenários faz o filme parecer quase uma peça de teatro, como se ele confiasse muito mais nos atores e na forma como entregam suas falas do que em cenários grandiosos ou cenas mirabolantes. E talvez esse seja um dos motivos pelos quais meu primeiro pensamento quando o filme acabou foi que eu precisava assistir de novo. Tem tanta coisa acontecendo por trás daquilo que esses personagens realmente dizem que conhecer a verdade sobre Brick, Skipper, Maggie e Big Daddy provavelmente mudaria completamente a forma como eu enxergaria várias das cenas anteriores. Para um filme tão preocupado com pessoas que se recusam a encarar a verdade, acho que sua maior qualidade é a forma lenta como ele obriga tanto Brick quanto quem está assistindo a fazer exatamente isso.
O que me fez assistir a esse filme?
Eu participo de um clube do livro, e nossa leitura da vez é Os Sete Maridos de Evelyn Hugo. Elizabeth Taylor é uma das atrizes frequentemente associadas ao tipo de estrela da Era de Ouro de Hollywood que Evelyn representa, então, antes de começarmos a leitura, decidimos assistir a Gata em Teto de Zinco Quente para entender melhor o tipo de filme que a Evelyn estaria fazendo naquele período. E eu amei a escolha. Sendo bem realista, era quase impossível que eu fosse escolher sozinha um filme de 1958 sem ter alguma motivação muito específica como essa. E, no fim, terminei pensando: “Eu preciso assistir isso de novo”.
Então, mesmo antes de começar o livro, já sinto que essa foi uma das melhores escolhas que poderíamos ter feito.


